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E se os hackers se juntassem aos caminhoneiros?

Estava começando a escrever este artigo quando explodiu a greve dos caminhoneiros. Em 4 dias o Brasil virou um caos. Postos sem combustível, farmácias e hospitais sem medicamentos, supermercados sem alimentos, falta de água, estradas bloqueadas, portos parados, consumidores em pânico, um efeito em cascata que construiu rapidamente um cenário comparado a períodos pré-guerra. Em um país onde impera o modelo rodoviário, os motoristas conseguiram provar que têm força para colocar em risco a segurança nacional, precisando de menos de uma semana para ocasionar uma crise de abastecimento de grandes proporções.

Agora, amigo leitor, entrando de fato no tema deste texto, imagine o que aconteceria no caso de um ataque cibernético a um país onde todos os setores - indústria, serviços, comércio, mercado financeiro, o governo, as Forças Armadas - são dependentes da Internet, como já são as maiores potências mundiais. O próprio Brasil, mesmo não sendo uma nação desenvolvida, sofreria um forte impacto econômico se tivesse suas redes de comunicação interrompidas por um malware qualquer.

Um hacker pode ter um poder igual ou superior ao amigo irmão caminhoneiro, mas sem precisar nem mesmo sair do quarto para fechar o tráfego nas rodovias ou interromper o fornecimento de bens essenciais.

Já pensou sua casa sem conexão? Sua empresa? O mercadinho da esquina? Seu banco? E se programadores inimigos conseguissem interromper serviços de infraestrutura, como fornecimento de energia, água e transportes? Reparou o quanto a Internet já se tornou um recurso tão indispensável quanto a gasolina, que criou um surto coletivo e filas intermináveis?

A verdade é que as fronteiras não estão mais delimitadas apenas geograficamente e protegidas por tanques e fuzis. A segurança de um país está agora também, e diria principalmente, na nuvem, transformando sistemas estratégicos e dados confidenciais pessoais e de empresas públicas e privadas em alvos fáceis para causar um grande estrago equivalente a um míssil disparado contra Itaipu.

Há analistas que não acreditam em uma guerra mundial travada no ciberespaço, mas não faltam motivos para prever a formação de exércitos com soldados especialistas em invadir sistemas que podem até ser considerados seguros, mas estão longe de ser invioláveis.

Enquanto o mundo se preocupa com a guerra nuclear, uma das grandes ameaças vem justamente da Coreia do Norte. Pyongyang vem fazendo pesados investimentos para aprimorar sua força em cyberattacks, direcionando de 10% a 20% do orçamento militar para área.

O país, a propósito, foi acusado pela autoria dos ataques mais audaciosos dos últimos anos, como contra a Sony, em 2014, quando os servidores da empresa foram derrubados e filmes e dados dos funcionários foram vazados às vésperas do lançamento de uma comédia cujo roteiro era um plano para assassinar o ditador Kim Jong Un, e a contaminação do WannaCry, que afetou milhões de computadores em todo mundo. A solução para o ataque foi encontrada por um jovem de 22 anos, que descobriu que o ransomware estava associado a um domínio específico que não estava registrado. Ele comprovou o domínio e o vírus parou de se espalhar.